segunda-feira, 17 de maio de 2010

Indagações de uma menina tola


O que te diz uma página em branco?

O que lhe toca sem encostar?

Um Deus que pune lhe compreende?

Estou presente, sem desejar.

Novidade de outra hora

Primeiro justificando:
O motivo de meu sumiço

E eu que canso fácil
Na agua que não turva
Com raiva descrevo minha alegria
Tou carecendo de sofrer um pouco
Nessa minha monotonia
Chega de azar no jogo

Não
Ao otimismo que me dá vontade

Cansei-me da alegria na poesia
Meu bom humor me causa paralisia

Sim
Ao pessimismo que me dá razão

Motivo de meu sumiço explicado
Foi dado o recado
Volto da escrever meus não feitos
Que explicam confusamente
A mente inconstante
De quem não sabe/ou não aceita o (os) que sente(m).

segunda-feira, 15 de março de 2010

Só tem saudade nesta postagem


Não era eu nada.
Cai sem querer naquele mundo.
Conheci sem venturas, o todo.
Como é doce seu cheiro, tem gosto do velho, remota a lembrança, constante novidade.
Alforria dos pré-conceitos, das neurais e dos subdejesos.
Não demorou muito, foi no momento certo, livre de ressentimentos.
Como aconteceu sem que eu percebesse? Não só estava lá, eu era parte daquilo. Eu pertencia a estrutura, também exalava o passado.
Se antes ninguém me via, não mais. A ultima companhia, a cortina se abria, a luz se acendia. A vida começara, valores frescos, ideias quentes, a vida começará.
A vida de lá era mais real, figuras à parte.
Era eu todo o motivo da arte.
E para um vencedor sem destino, restou um belo horizonte. Criou-se portas, janelas para o novo, desconhecido e encantador.
Era seu dever estruturar futuras estradas.
Iniciou. Construiu. Reconstruiu. Destruiu.
E para o todo não faz mais parte das vigas.
E aquela que estruturava hoje senta na plateia.
Admirava a fantasia.
Mas por que agora é real.

Síntese de Rhaddour:
Neste ambiente existem mais fantasmas vivos do que mortos.
Nunca ausência ocupou tanto espaço.


domingo, 28 de fevereiro de 2010

Gravidade versus Metafísica


Tinha alguma coisa
Entre a meta e a física
Mas, eu não me lembro bem

Que me impedia porém
De com o passar das primaveras
Voar com um passarinho
E bater assas como o meu sobrinho

Mas, penso que não era
Nada assim tão grave
Pois larguei em uma gaveta
Deixei para lá, com o passar da idade

Foto Furtada de Igor Nunes

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Supra-Sumo.

Em suma.
......Suma.
Que eu me atrevo a ficar só,
Mas, me forço a ficar bem.

Faz para mim.
Um pequeno, grande e ultimo favor.
A quem já quis dar-te o mundo?
Faz?
Desaparece, rapaz.
Em suma. Suma!

Dê vaga a outro
Abre espaço em meio peito
Desapareça. Mas, agora por respeito.

Porque me cansa os olhos olhar a lua cheia
E pensar....................[em mim vazia
Sempre..........(s).......[em você
E saber entre laçadas bem certas
O quanto incertos estão nossos nós.

Toma de vez aquele chá de sumiço
Que depois.
Pós abstinência
Vem mais rápido o tal fim do vício

E se não for incomodo
Quando olhar a Lua Linda
Vê se pensa um pouco em mim
E na minha saudade que prometo... um dia... finda.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

10 / 06 / 2009




O que fazer entre um orgasmo e outro
Quando se abre um intervalo
Sem teu corpo?


Onde estou, quando não estou
No teu gosto incluído?
Sou todo exílio!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

02/09/2009






Conto mais de mil as vezes que eu, Apaixonada e Febril, forcei-me o gosto para adquirimos semelhanças.
Escorrem as lembranças.
Correm águas pelo rio.
Fica a igualdade em nosso cio.