Conto mais de mil as vezes que eu, Apaixonada e Febril, forcei-me o gosto para adquirimos semelhanças.
Escorrem as lembranças.
Correm águas pelo rio.
Fica a igualdade em nosso cio.
É um exercício narcisista. É uma auto-analise dentro da minha dialética. É o revelar de o meu despir. É meu egoísmo despencando do abismo.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem...
Fernando Pessoa